INTERCAMBIANDO
Por Bruna Amaral
Quem abre as portas de sua casa para um participante de um programa de intercâmbio abre as portas para um mundo de possibilidades. Receber um estudante de fora é uma maneira de conhecer uma nova cultura e criar um vínculo de amizade com uma pessoa de outro país. Famílias interessadas em hospedar intercambista podem se inscrever nos comitês da AFS Intercultura de todo o Estado.
Como o processo envolve muitas dúvidas, tanto do estudante que vem quanto da família que recebe, a organização dá orientação e suporte necessários antes e durante o intercâmbio. O recebimento de um participante estrangeiro é voluntário, uma decisão a ser tomada pela família, e não requer nem assegura uma futura participação em outro programa de envio para o Exterior. Interessados podem receber jovens de dois programas de intercâmbio da AFS: do escolar, para jovens com idade entre 15 e 18 anos, ou do programa de voluntariado, para para maiores de 18 anos. Em ambas modalidades, a família hospeda o estudante de cinco a 12 meses.
As famílias que desejarem se candidatar para o programa devem entrar no site www.afs.org.br para se informar e se inscrever. O programa é voluntário.
Os estudantes devem ser acolhidos na família como se fossem parte dela. Eles não pagam aluguel, mas devem obrigatoriamente ter condições de arcar com suas despesas pessoais.
Samira virou minha filhaVera Saldanha tem duas filhas e uma neta e ainda assim resolveu abrir sua casa para receber um estudante de fora do país. Em 2008, Samira (no centro da foto) veio da Áustria para cursar um ano do Ensino Médio em Porto Alegre e morou na casa de Vera. Elas criaram um laço de carinho tão forte que até hoje Samira possui a chave da casa das Saldanha:
“Ter hospedado a Samira foi algo indescritível! Foi uma das grandes experiência da nossa família. Ela chegou na nossa casa sem saber uma única palavra de português e nós sem saber falar uma única palavra de alemão! A jovem, em nossa companhia, parecia bem perdida no início.
Lembro da apreensão que tive em seu primeiro dia de aula, em que ela teve que sair sozinha de ônibus. No começo, a comunicação foi bem difícil. Mas em pouco tempo ela já se comunicava muito bem conosco, e de uma hora para outra não era uma desconhecida, e sim uma de minhas filhas!
Foi complicado vê-la indo embora. Hoje, acompanho essa moça linda por e-mails, redes sociais e nos falamos por telefone. Minha garotinha agora está na universidade, mas para mim sempre será aquela ‘soldadinho azul’ do Colégio Tiradentes! Samira voltou para a Áustria, mas continua com a chave de nossa casa, para voltar sempre que quiser e sem precisar pedir! E continuará para sempre em nossos corações!”
Zero Hora do dia 13/07/2011.

Muito legal pessoal, parabens pelo trabalho! AFS arrasando!
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