Apesar de eu ajudar muito pouco com desembarque e embarque de estudantes, pra mudar a minha rotina um pouco, ontem fui ajudar no embarque dos estudantes que deram tchau a um ano que certamente mudará as suas vidas...
Não por nada eu estava acordada às 3:30 da manhã, porque tinha um estudante chegando na rodoviária às 5:15...
Por que tão cedo? Eu moro a uma hora de carro de Porto Alegre, digo uma hora pq eu tenho a pequena mania de andar na velocidade máxima da via, não mais, coisa que acontece muito pouco hoje em dia...
Peguei o Ka Hay Wu ou David como ele se apresentou, eram 5:25 da manhã na rodoviária de Porto Alegre...
Passei muito pouco tempo com o David na verdade, mas o trajeto entre a rodoviária e o aeroporto, eu vi um oriental altamente comunicativo e alguém que pelo que pude notar, mudara em um ano no Brasil...
Não é a primeira vez que eu vejo isso acontecer, mas eu sempre me encanto com isso...
David é de Hong Kong e muito sorridente até, demais pro padrão oriental...
Estava cansado certamente, estava chegando de Tapejara e depois de uma noite de viagem, ainda teve ânimo de fazer o legítimo programa de índio comigo, explorar o aeroporto Salgado Filho...
Se tem alguma coisa de bom pra fazer no Salgado Filho às 6:00 da manhã?
Não, não tem, mas andamos um pouco e sentamos pra assistir televisão...
Talvez, um adolescente de outro país não teria tanto despacho de dormir no aeroporto quanto qualquer adolescente brasileiro faz, mas o David dormiu...
Depois que ele acordou, fomos nos divertir e comer bobagens de café da manhã no Mc Donald's, digo bobagens, pq pão de queijo, brownie e chocolate quente não é o que alguém pode chamar de café da manhã...
A mala dele havia ficado no carro, pra não ficar horas a fio circulando com ela no aeroporto, quando descemos pra buscá-la e voltamos, já estava o pessoal do comitê Vale do Sinos fazendo check in dos seus estudantes...
Fazer check in de estudantes é algo a parte, mas dá alguns probleminhas sim... hehehe
O que eu vi ontem com aqueles estudantes que choravam muito enquanto diziam tchau ao pessoal do seu comitê e as pessoas que foram suas famílias por praticamente um ano, não tem preço, como diz a propaganda daquele cartão de crédito...
A gente vê que existe um crescimento, amadurecimento, independência e realmente um desenvolvimento de um amor que não tem como se explicar...
David ficou o máximo que pode conosco, foi o seu jeito de dizer que não queria ir embora, coisa que muitos deles declararam com todas as letras...
Acredito sim, que por mais problemas que se tenha durante o programa e em qualquer lugar que a gente vá, não há nada que mude o fato de que, aquele país, aquela cidade, aqueles voluntários e aquela família vão fazer a diferença por todo o restante da vida uns dos outros...
Me lembrei ontem da última vez que estive no aeroporto fazendo esse trabalho, de embarcar gringos, na verdade eu estava embarcando a Samira, minha irmã do coração, portanto, sei bem o que aquelas famílias estavam sentindo...
É incrível como por mais tempo que a gente trabalhe junto com o AFS a gente não se acostuma a dar tchau a esses pequenos corajosos, que saem de suas casas pra conseguir olhar o mundo com outros olhos, eles mudam mesmo que por pouco tempo o nosso modo de olhar o mundo também...
Mas enfim, esse é o espírito!!!
Não por nada eu estava acordada às 3:30 da manhã, porque tinha um estudante chegando na rodoviária às 5:15...
Por que tão cedo? Eu moro a uma hora de carro de Porto Alegre, digo uma hora pq eu tenho a pequena mania de andar na velocidade máxima da via, não mais, coisa que acontece muito pouco hoje em dia...
Peguei o Ka Hay Wu ou David como ele se apresentou, eram 5:25 da manhã na rodoviária de Porto Alegre...
Passei muito pouco tempo com o David na verdade, mas o trajeto entre a rodoviária e o aeroporto, eu vi um oriental altamente comunicativo e alguém que pelo que pude notar, mudara em um ano no Brasil...
Não é a primeira vez que eu vejo isso acontecer, mas eu sempre me encanto com isso...
David é de Hong Kong e muito sorridente até, demais pro padrão oriental...
Estava cansado certamente, estava chegando de Tapejara e depois de uma noite de viagem, ainda teve ânimo de fazer o legítimo programa de índio comigo, explorar o aeroporto Salgado Filho...
Se tem alguma coisa de bom pra fazer no Salgado Filho às 6:00 da manhã?
Não, não tem, mas andamos um pouco e sentamos pra assistir televisão...
Talvez, um adolescente de outro país não teria tanto despacho de dormir no aeroporto quanto qualquer adolescente brasileiro faz, mas o David dormiu...
Depois que ele acordou, fomos nos divertir e comer bobagens de café da manhã no Mc Donald's, digo bobagens, pq pão de queijo, brownie e chocolate quente não é o que alguém pode chamar de café da manhã...
A mala dele havia ficado no carro, pra não ficar horas a fio circulando com ela no aeroporto, quando descemos pra buscá-la e voltamos, já estava o pessoal do comitê Vale do Sinos fazendo check in dos seus estudantes...
Fazer check in de estudantes é algo a parte, mas dá alguns probleminhas sim... hehehe
O que eu vi ontem com aqueles estudantes que choravam muito enquanto diziam tchau ao pessoal do seu comitê e as pessoas que foram suas famílias por praticamente um ano, não tem preço, como diz a propaganda daquele cartão de crédito...
A gente vê que existe um crescimento, amadurecimento, independência e realmente um desenvolvimento de um amor que não tem como se explicar...
David ficou o máximo que pode conosco, foi o seu jeito de dizer que não queria ir embora, coisa que muitos deles declararam com todas as letras...
Acredito sim, que por mais problemas que se tenha durante o programa e em qualquer lugar que a gente vá, não há nada que mude o fato de que, aquele país, aquela cidade, aqueles voluntários e aquela família vão fazer a diferença por todo o restante da vida uns dos outros...
Me lembrei ontem da última vez que estive no aeroporto fazendo esse trabalho, de embarcar gringos, na verdade eu estava embarcando a Samira, minha irmã do coração, portanto, sei bem o que aquelas famílias estavam sentindo...
É incrível como por mais tempo que a gente trabalhe junto com o AFS a gente não se acostuma a dar tchau a esses pequenos corajosos, que saem de suas casas pra conseguir olhar o mundo com outros olhos, eles mudam mesmo que por pouco tempo o nosso modo de olhar o mundo também...
Mas enfim, esse é o espírito!!!
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